segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Pró-Anatídeo: Em busca da Conservação e Estudos de Anatídeos

O Projeto

No final do ano de 2015, no dia 30/11/2015 foi fundado o Pró-Anatídeo, um Projeto desenvolvido na Região do Estado de Goiás e Arredores, ocasionalmente na Amazônia. O Projeto visa em ações de conservação desta Família, já que 2 espécies se encontram ameaçadas. Além disso o Projeto foca em pesquisas e estudos para maior conhecimento das espécies e aprofundar os estudos de sua Família.

O que fazemos?

Nós recolhemos dados físicos das espécies (ex:penas), porém em certas regiões do Estado realizamos os anilhamentos, para identificação das espécies e estudos, para o monitoramento. Após os anilhamentos, colocamos o código na anilha e depois realizamos o processo de soltura da ave.

O que estudamos?

Nós estudamos diferentes espécies de anatídeos da Região de Goiás, como: 
> Pato-do-Mato (Cairina Moschata)
> Marreca-Cabocla (Dendrocygna Autumnalis)
> Marreca-Irerê (Dendrocygna Viduata)
> Marrequinho-Asa-de-Seda (Amazonetta Brasiliensis)
> Marreca-Caneleira (Dendrocygna Bicolor)
> Marreca-Toicinho (Anas Bahamensis)
> Pato-Corredor (Neochen Jubata)

Além disso, ocasionalmente realizamos pesquisas e levantamentos sobre outras espécies, de diferentes famílias: Os Ciconídeos, Ardeídeos e Ralídeos.

Se quiser saber mais informações, por favor acesse o Link abaixo:
http://www.wikiaves.com.br/pro_anatideo 

Ou confira nas postagens abaixo:
Espécies de Anatídeos

Comemorações e História do Pró-Anatídeo

O Pró-Anatídeo é um projeto desenvolvido na Região de Goiás, e ocasionalmente na Amazônia, que visa aprimorar e aprofundar os estudos da Família Anatidae no País, além de contribuir em ações de conservação das espécies que ocorrem em nossa região.

No dia 14/02/2016 o nosso primeiro anatídeo foi anilhado com o código 001 com uma anilha amarela, no pé esquerdo (visão por trás) ou pé direito (visão frontal). A espécie corresponde à um macho da espécie Amazonetta Brasiliensis (Marrequinha-Asa-de-Seda) capturado em Inhumas-GO.


Está aí uma das fotos da Amazonetta Brasiliensis Macho capturada, com uma anilha de identificação.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Campos Inundáveis

Região: AMAPÁ - AMAZÔNIA

Campos Inundáveis são Subsistemas caracterizados por serem Hidro Morfológicos, por serem ricos em quantidade de água e possuírem solos encharcados. Por serem um subsistema com rica quantidade de água, alimento garantido e abrigo de incêndios, os campos inundáveis por sua vez atraem muitas espécies de aves, sobretudo os Anatídeos. A Região do AMAPÁ, a Reserva Biológica do Lago Piratuba possui grande quantidade de campos inundáveis. Os anatídeos mais encontrados neste local são: Marreco-Asa-Branca (Dendrocygna Autumnalis) com 40% dos registros, Pato-do-Mato com 35% dos registros (18 indivíduos por censo) e Marrequinha-Asa-de-Seda com 25% dos registros. 

Porem foi divulgado no dia 04/11/2010 que mais de 500 anatídeos foram encontrados mortos dentro de uma embarcação que passava pelos Campos Inundáveis de Macapá. 527 Marrecos-Asa-Branca e 19 Patos-do-Mato foram encontrados abatidos, e a multa foi de R$ 500,00.

Local onde os Anatídeos foram abatidos.

Principais Espécies de Anatídeos

Marreco-Asa-Branca ou Marreca-Cabocla (Dendrocygna Autumnalis)

Marreco de médio porte, pode chegar à medir entre 46-48 cm de comprimento, e quando adulto chega a pesar até 800 gramas. Habita brejos semi secos, banhados, várzeas inundadas e represas. Vivem em bandos, na região de Goiás, de 4-10 indivíduos. Alimenta-se sobretudo de arroz nas plantações alagadas, por isso é tida como praga. Choca em árvores, e suas ninhadas chegam à 20 filhotes. Sua categoria aqui é PP.
   

Marrequinha-Asa-de-Seda ou Pé-Vermelho (Amazonetta Brasiliensis)

Marreco de pequeno porte, as fêmeas medem entre 39-40 cm e os machos entre 40-43 cm. Quando adulto chega a pesar entre 400-500 gramas. Habita várzeas, lagoas e brejos densos. Transita nos subsistemas de alagadiços. Se alimenta de crustáceos e algas, ocasionalmente outras plantas aquáticas e larvas e minhocas. Vivem em grandes bandos, na região de Goiás de até 15-20 indivíduos. A fêmea é notada quando está na época reprodutiva, pois fica barrigudinha. Sua categoria no estado é PP pelo fato de ser relativamente comum e botar até 10 filhotes.

Irerê ou Paturi ou Marreca-Piadeira (Dendrocygna Viduata)

Marreco de médio porte, mede cerca de 45-47 cm e chegam à pesar até 700 gramas quando adulto. Habita represas, brejos e pantanais, além de capinzais alagados com vegetação densa. Sua característica marcante é a cara branca. É vista durante todo o dia, mais é ativa também anoite. Alimenta-se de vermes, girinos e gramíneas. Choca no junco seco, até 20-30 filhotes. Sua categoria no estado é PP por ser relativamente comum e avistada em bandos.

Marreca Toicinho ou Paturi-do-Mato ou Parda (Anas Bahamensis)

Marreco de médio porte, mede cerca 45 cm e pode pesar até 700 gramas quando adulta. Habita salinas, arrozais irrigados, pequenos açudes e lagos. Sua característica marcante é o queixo branco e bico vermelho. Alimenta-se de grãos, sementes e larvas de crustáceos. Não são reconhecidos os hábitos reprodutivos da espécie, pois é tímida e na maioria das vezes é muito arisca. No estado de Goiás sua categoria é PP.

Marreca-Pardinha ou Marreca-Danadinha 
(Anas Flavirostris)

Marreco de pequeno porte, mede cerca de 41,5 cm e pesa até 510 gramas quando adulta. Alimenta-se de raízes e gramíneas aquáticas. Vive em açudes, brejinhos e campos inundados. Não são reconhecidas mais informações sobre esta espécie nesta região. Esta foto é uma das únicas feitas no Estado de Goiás. Sua categoria é PP.

Pato-do-Mato ou Pato-Selvagem 
(Cairina Moschata)

Pato de grande porte, chega à medir 80 cm e pesa até 1 kg quando adulto. Alimenta-se filtrando na água algas, gramíneas e raízes. Vive em alagados e charcos, ocasionalmente açudes. Choca nas árvores ocas, ovos brancos meio pardos. Muito arisco, a ave selvagem não gosta de ninguém por perto. No estado sua categoria é PA pois é constantemente caçado para alimentação.

Familia Anatidae (Anseriformes)

Anatídeos (Família Anatidae)

Anatídeos são um grupo de aves da ordem Anseriformes, da família Anatidae. São caracterizados por possuírem uma densa plumagem impermeável e pés palmados, próprios para seus hábitos aquáticos.
São aves altamente dependentes de ambientes alagados ou chamados também de charcos. No bioma Amazônico, vivem nos igapós, córregos, canais e igarapés.
Porem se compararmos ao interior do País, a Amazônia é um bioma pobre em quantidade de anatídeos, talvez devido à grande quantidade de predadores aquáticos de médio e grande porte.
As principais aves que compõe essa família são os marrecos. As principais espécies são o marreco da asa branca (Dendrocygna Autumnalis), marrequinho dos pés vermelhos (Amazonetta Brasiliensis). 

Seu hábito alimentar é filtrador, ou seja, filtram plantas aquáticas e crustáceos com seu bico, raramente é observado comendo peixes. 

Na foto, são mostrados os Marrecos-Asa-Branca, no Parque Zoobotânico Emilio Goeldi. Os marrecos-asa-branca são também chamados de marreca-cabocla. Alimentam-se de mariscos e crustáceos, plantas aquáticas e vermes, minhocas aquáticas. Vivem em bandos. Quando estão em cativeiro, se apegam ao seu dono e podem ser muito carinhosas.  

Marrequinha-Asa-de-Seda (Amazonetta Brasiliensis)

Marrequinha-Asa-de-Seda (Amazonetta Brasiliensis)

A Marrequinha Asa de Seda (Amazonetta Brasiliensis) é uma ave Anseriforme da família Anatidae. Marreco de pequeno porte, os machos medem entre 40-43 cm e as fêmeas entre 39-40 cm. Seu nome científico quer dizer "Marreco do Rio Amazonas" pelo fato de que nas expedições em 1530 ela foi observada frequentemente nos Igarapés da Amazônia. No Bioma Cerrado, é uma das espécies mais abundantes, registradas em 87,3% dos anilhamentos de anatídeos na região do Estado de Goiás.

Habita pequenos cursos d´água, brejos de vegetação densa e áreas úmidas, ocasionalmente em pequenas represas ou poças cercadas por vegetação. Raramente, chega a ser encontrado em Córregos parcialmente limpos em áreas urbanas. Porem transita frequentemente nos subsistemas de alagadiços e veredas, além dos campos hidro morfológicos (ou campos úmidos) e igarapés.

O Macho produz ou assobio, curto e agudo, e a fêmea por sua vez, produz um grasnado grave e bem alto. Se detectados, tentam se esconder ou permanecer imóveis, voar apenas em último caso.

São extremamente gregárias, vivem em bandos de até 15-20 indivíduos. Se domesticada, pode se tornar muito mansa, adora um carinho. É também chamada de Pé-Vermelho ou Marreca Asinha Azul.


Na foto, podemos ver um macho de Amazonetta Brasiliensis, e perceber o detalhe esverdeado na asa.
Também percebemos o Anel de Identificação na sua perna, mostrando que é um Indivíduo monitorado pelo meu grupo Pró-Anatídeo, desenvolvido nos Alagados do Estado de Goiás.